As relações interpessoais desempenham um papel central no nosso bem-estar emocional. Idealmente, devem ser um espaço de apoio, respeito e crescimento. No entanto, nem todas as relações seguem este padrão e por isso nem todas são relações saudáveis. Muitas vezes, de formas silenciosas e difíceis de identificar, surgem relações abusivas que podem causar danos profundos à saúde mental e emocional de quem as vivencia (DGS,2016). As relações abusivas podem assumir diferentes formas e nem sempre são visíveis. Pode envolver abuso emocional, verbal, físico, sexual e/ou financeiro (APAV, 2020; CIG, 2019). Quando se fala em relação abusiva, é comum pensar em situações extremas e evidentes. Contudo, na maioria das vezes o abuso pode surgir de forma muito subtil, através de comportamentos, palavras ou atitudes que geram mal-estar na relação e afetam a forma como se vê a si própria(o), por exemplo comentários como: “estás sempre a exagerar”; “ninguém vai gostar de ti como eu” (APAV, 202...
Adiar tarefas importantes é um comportamento comum e frequentemente interpretado como simples falta de vontade ou preguiça. No entanto, a literatura tem demonstrado que a procrastinação é um fenómeno muito mais complexo, envolvendo dificuldades na regulação de diferentes estados emocionais. Compreender a procrastinação para além de explicações simplistas é fundamental para reduzir o estigma associado a este comportamento e promover estratégias mais eficazes de intervenção. O que é a procrastinação? De um modo geral, adiar tarefas ou decisões constitui um comportamento comum e que pode, em determinadas circunstâncias, ser adaptativo (Ferrari, 1991). Por exemplo, uma decisão pode ser adiada quando a pessoa opta por priorizar uma tarefa mais relevante em detrimento de outra menos urgente. No entanto, quando este adiamento se transforma num padrão recorrente, podemos estar perante o fenómeno de procrastinação. A procrastinação pode ser definida como a tendência para adiar voluntariam...