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Ataques de Pânico: o que são?

  Ataques de Pânico: o que são? Os ataques de pânico são episódios súbitos de medo intenso que podem surgir de forma inesperada e provocar sintomas físicos e psicológicos muito marcados. Estes episódios são frequentemente vividos como profundamente assustadores e podem afetar o bem-estar, o funcionamento diário e a qualidade de vida da pessoa. Compreender melhor o que são os ataques de pânico, como se manifestam, quais os fatores de risco envolvidos e que tratamentos se revelam eficazes pode ajudá-lo a lidar com estes episódios. De acordo com o DSM-5-TR , um ataque de pânico é um episódio abrupto de medo ou desconforto intenso que atinge o pico em minutos e é acompanhado por vários sintomas físicos e cognitivos (American Psychiatric Association, 2022). Os ataques de pânico podem ocorrer de forma inesperada , sem qualquer gatilho específico , ou de forma esperada /contextual , quando surgem em resposta a situações temidas, por exemplo, fobias. Sintomas de um ataque de pânico Este ...
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Perturbação da Ingestão Alimentar Compulsiva - O que é e quais os sinais de alerta

As perturbações do comportamento alimentar são condições de saúde complexas, que afetam mente e corpo. Dentro deste grupo, encontramos a Perturbação da Ingestão Alimentar Compulsiva (PIAC), que se caracteriza por episódios de ingestão alimentar em quantidades excessivas e inequivocamente superiores ao comum, num curto espaço de tempo e acompanhada de uma perceção de falta de controlo subjacente (American Psychiatric Association, 2022). Fatores biológicos, psicológicos e sociais estão na origem e manutenção da PIAC (Keshen et al., 2022) e manifestam-se na relação da pessoa com a comida, com o corpo e consigo própria.  Segundo a American Psychiatric Association (2022), alguns fatores precedem de forma frequente os episódios de ingestão compulsiva. São exemplos a afetividade negativa (tendência para experienciar emoções desagradáveis como a tristeza ou o medo), stress ou eventos de vida difíceis, restrição alimentar e o tédio. A ingestão compulsiva pode, desta forma, assumir a função ...

O peso invisível da vergonha: do silêncio à compreensão

  A vergonha é uma emoção pouco falada, mas profundamente sentida. Ao contrário da culpa, que tende a centrar-se num comportamento ("fiz algo errado"), a vergonha dirige-se à forma como a pessoa vê a sua própria identidade ("há algo de errado comigo"). Surge quando nos autoavaliamos de forma negativa e acreditamos que existe algo de inadequado ou indesejado em quem somos, influenciando também a forma como pensamos que os outros nos percecionam (Gilbert, 2014; Tangney & Dearing, 2002). Todos nós experienciamos vergonha em algum momento da vida. Em níveis moderados, esta emoção tem uma função adaptativa: pode ajudar-nos a reconhecer quando ultrapassámos um limite, reparar um erro e preservar relações importantes. Por exemplo, depois de interromper repetidamente um amigo durante uma conversa, sentir vergonha pode motivar um pedido de desculpas e uma mudança de comportamento. No entanto, quando deixa de estar associada a situações específicas e passa a ser frequen...

O pior cansaço não é o do corpo: quando a imagem revela o que as emoções tentam esconder

  Você já dormiu a noite inteira e, mesmo assim, acordou exausta? Existe um tipo de cansaço que nenhuma noite de sono resolve. Não é apenas físico. É um cansaço silencioso, que instala-se aos poucos e faz com que muitas mulheres deixem de se reconhecer. Não porque envelheceram. Mas porque, em algum momento da vida, desapareceram de si mesmas. Quando a vida muda, nós também mudamos. Ao longo da vida, toda mulher atravessa fases que exigem adaptação. A maternidade, a menopausa, um divórcio, a saída dos filhos de casa, uma mudança de país, uma nova profissão, o luto ou qualquer outro recomeço podem transformar profundamente a forma como ela se percebe. Nessas fases, é comum ouvir frases como: "Não sei mais me vestir." "Olho para o guarda-roupa e nada parece combinar comigo." "Não gosto mais do que vejo no espelho." À primeira vista, essas parecem ser questões ligadas apenas às roupas ou à aparência. Porém, muitas vezes, elas escondem uma pergunta muito mais p...

Quando a mente tenta resolver aquilo que a emoção precisa de expressar

  É comum que, perante emoções difíceis, tentemos imediatamente compreender o que nos leva àquele estado – tendemos a procurar explicações, a analisar cenários, a antecipar consequências e a procurar soluções. Quando se está triste, pergunta-se porquê. Quando se está ansioso, tenta-se conter ou controlar as situações e as respostas do corpo. Quando se sente magoado, procura-se justificações para o comportamento dos outros. Vivemos numa cultura que valoriza a racionalidade, a produtividade e o autocontrolo. Ser "forte", "aguentar" ou "seguir em frente" é frequentemente visto como um sinal de maturidade. Talvez um dos mitos mais difíceis de desafiar seja a ideia de que “mostrar emoções nos torna frágeis”. Crescemos em contextos onde as emoções não eram necessariamente proibidas, mas também não eram plenamente acolhidas. Frases como "não chores", "não é motivo para estares assim", "tens de ser forte", “já passou” ou "há qu...