Entenda por que cuidar de si não é egoísmo, mas necessidade. Confira ainda como incluir rotinas de autocuidado em seu dia a dia. Existe um padrão silencioso que atravessa a vida de muitas mulheres: o de estar sempre disponível, sempre pronta, sempre a cuidar... dos filhos, da casa, do trabalho, das relações. Porém, aos poucos, deixam de cuidar de si em diversos aspetos: corpo, mente, beleza e imagem pessoal . O problema é que essa entrega constante, quando não equilibrada, cobra um preço emocional alto. Em alguns casos, essas mulheres não sabem mais quem são. A mulher que sustenta tudo, mas perde-se no caminho Ser uma mulher que cuida e “abraça tudo” é, muitas vezes, fonte de orgulho e identidade. O aspeto materno (que toda mulher tem!) é uma força poderosa. Mas quando esse cuidado torna-se unilateral, surge uma desarmonia: dificuldade em colocar limites; sensação constante de sobrecarga; culpa ao pensar em si mesma; desconexão com o próprio corpo e desejos; desvalorização de s...
Chorar é um dos comportamentos humanos mais universais e, paradoxalmente, um dos menos compreendidos. Embora esteja muitas vezes associado (erroneamente) a fraqueza ou perda de controlo, a verdade é que o choro é uma resposta fisiológica complexa, biologicamente adaptativa e fundamental sob o ponto de vista psicológico para o nosso bem-estar. É interessante que o choro começa por ser, no momento do nascimento, algo expectável e desejável. Quando somos bebés, ele é uma das primeiras e mais claras formas de comunicação humana. Quando ainda não temos ligações neuronais que nos permitam compreender e reproduzir vocábulos, o choro é um sinal acústico que alerta para a necessidade de cuidado e aumenta, desta forma, a probabilidade de sobrevivência. Nos primeiros tempos, pode sinalizar, por exemplo, fome, frio, necessidade de colo, sono, dores (e.g., Wang et al., 2025) – choros que, muitas vezes, ganham características próprias e permitem aos cuidadores identificar o que está em fal...