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A mostrar mensagens com a etiqueta estratégias de autocuidado

A importância que damos ao sono pode não ser a importância que o sono tem

O sono é uma necessidade biológica essencial para o funcionamento físico, cognitivo e emocional do ser humano. Dormir não é um luxo e muito menos uma perda de tempo: é um processo ativo, regulado por mecanismos neurobiológicos complexos, que permite ao organismo um funcionamento adequado para as suas funções.  Alterações persistentes no sono têm impacto direto na nossa saúde física e mental, no desempenho diário e na qualidade de vida, pelo que devemos acautelar um sono que cumpra critérios de tempo (número mínimo de horas) e de qualidade. É durante o sono que ocorrem processos fundamentais para o equilíbrio do organismo, como a consolidação da memória e consequente aprendizagem, regulação emocional, recuperação muscular, fortalecimento do sistema imunitário e regulação hormonal (e.g., Feeney et al., 2025). Por outro lado, a privação de sono ou a má qualidade do mesmo, pode, por exemplo, comprometer as nossas capacidades de concentração, promover maiores níveis de irritabilidade, a...

Apoiar alguém com uma doença mental - Um artigo dirigido a cuidadores informais

  Apoiar alguém com uma doença mental - Um artigo dirigido a cuidadores informais As pessoas com doença mental nem sempre precisam de ter um cuidador e as que têm, poderão não ter um cuidador de forma permanente. Muitas conseguem viver de forma autónoma, estudar, trabalhar e tomar decisões sobre a sua própria vida, especialmente quando têm acompanhamento adequado e apoio pontual.  A ideia de que uma doença mental implica incapacidade total é um estigma que não corresponde à realidade. Cada pessoa é diferente, e o nível de apoio necessário varia consoante a doença, a fase em que se encontra e os recursos disponíveis.  Por isso, mais do que “cuidar”, apoiar significa respeitar a autonomia, promover a independência e estar presente quando for preciso . Sou cuidador(a). Como posso apoiar alguém com uma doença mental? Caso seja o/a cuidador/a, cuidar de alguém com doença mental pode afetar profundamente a sua vida. É normal sentir emoções como: medo, confusão, culpa, frustraçã...

Desafios emocionais no Natal: Como proteger a sua saúde mental

  Desafios emocionais no Natal: Como proteger a sua saúde mental Como o stress se manifesta durante as festividades Embora a época festiva do Natal e Ano Novo seja frequentemente retratada como um período de alegria e união, para muitas pessoas representa uma fonte significativa de stress adicional. As exigências acumuladas podem transformar estas semanas em algo esgotante, em vez de reparador. O stress festivo pode surgir de formas variadas, afetando tanto o corpo como a mente.  Nem todos o sentem da mesma forma ou com a mesma duração : para alguns, concentra-se na semana frenética antes do Natal; para outros, estende-se por toda a temporada de festas.  O stress durante as festas manifesta-se frequentemente através de sintomas emocionais como: Irritabilidade e impaciência com os outros; Preocupação constante ou ansiedade; Apreensão e uma sensação de "dread" (temor) perante os eventos próximos. Além disso, também se revela muitas vezes através de sintomas físicos , com ...

Será medo, ansiedade ou perturbação de ansiedade?

  Ambas as emoções, o medo e a ansiedade, têm a função de alertar-nos para o perigo e desencadeiam alterações fisiológicas similares (e.g., aumento de batimento cardíaco, da respiração, tensão muscular, etc.,). Contudo, apesar dessas similaridades, existem diferenças significativas entre as duas emoções. A resposta emocional do medo é desencadeada face a uma situação de perigo iminente real ou percebida. Por exemplo, se alguém apontar-lhe uma arma e disser que se trata de um assalto ou se for tocado por alguém de forma inesperada ou cheirar-lhe a queimado, nestes casos, reage com medo perante um perigo iminente real ou percebido. Por outro lado, a resposta emocional de ansiedade é desencadeada face a antecipação de um perigo futuro. Por exemplo, se se encontrar numa rua pouco iluminada durante a noite, e começar a preocupar-se com a possibilidade de ser atacado/a ou assaltado/a, as alterações fisiológicas que pode experienciar como o aumento de batimento cardíaco, da respiração ...