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A mostrar mensagens com a etiqueta psicologia

O Fenómeno do(a) Impostor(a)

  Se já deu por si a sentir que é uma fraude ou incompetente no que faz (independentemente de haver evidências objetivas do contrário), se experiencia sentimentos de dúvida persistentes em relação às suas capacidades, se tem dificuldades a atribuir a si mesmo(a) o resultado dos seus sucessos laborais, ou se vive com o medo de ser exposto(a) ou descoberto(a) a qualquer instante por um erro (muitas vezes mínimo), este texto é para si. Falo-lhe do Fenómeno do(a) Impostor(a) (mais comumente conhecido por “Síndrome do(a) Impostor(a)”) que, muito embora não seja uma perturbação mental nem configure um diagnóstico clínico, é uma experiência psicológica que envolve pensamentos, emoções e comportamentos que podem colocar em risco a sua saúde mental, a sua qualidade de vida e o seu desempenho laboral. O Fenómeno do(a) Impostor(a) foi introduzido na literatura (Clance & Imes, 1978) como uma experiência interna de “falsidade intelectual”: quase como se estivéssemos plenamente convencidos q...

O caminho feito por dentro: onde começa o bem-estar

A palavra bem-estar é frequentemente usada no nosso dia a dia, mas nem sempre é fácil definir com precisão o que significa. Para uns, pode estar associada à saúde física; para outros, à tranquilidade mental ou ao equilíbrio emocional (e.g., Jarden & Roache, 2023). Em boa verdade, o bem-estar é um conceito amplo e holístico, que integra várias dimensões da vida e que tem sido estudado pela psicologia, pela medicina e pelas ciências sociais (e.g., Layard & De Neve. 2023). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2025), a saúde não é apenas a ausência de doença, mas sim um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Esta definição coloca o bem-estar no centro da nossa qualidade de vida, ultrapassando a ideia de que viver bem significa apenas não estar doente.   O que é o bem-estar? Na Psicologia, o bem-estar pode ser entendido de duas formas essenciais (e.g., Alatartseva & Barysheva, 2015; Western & Tomaszewski, 2016): ·   Bem-estar subjetivo – lig...

A importância que damos ao sono pode não ser a importância que o sono tem

O sono é uma necessidade biológica essencial para o funcionamento físico, cognitivo e emocional do ser humano. Dormir não é um luxo e muito menos uma perda de tempo: é um processo ativo, regulado por mecanismos neurobiológicos complexos, que permite ao organismo um funcionamento adequado para as suas funções.  Alterações persistentes no sono têm impacto direto na nossa saúde física e mental, no desempenho diário e na qualidade de vida, pelo que devemos acautelar um sono que cumpra critérios de tempo (número mínimo de horas) e de qualidade. É durante o sono que ocorrem processos fundamentais para o equilíbrio do organismo, como a consolidação da memória e consequente aprendizagem, regulação emocional, recuperação muscular, fortalecimento do sistema imunitário e regulação hormonal (e.g., Feeney et al., 2025). Por outro lado, a privação de sono ou a má qualidade do mesmo, pode, por exemplo, comprometer as nossas capacidades de concentração, promover maiores níveis de irritabilidade, a...

Eu+: Um programa de valorização pessoal

Qual é o verdadeiro impacto da nossa imagem na forma como somos percebidos e como é que isso afeta a nossa autoestima e na nossa saúde mental? Esta é uma pergunta que me tem acompanhado na última década. E o que aprendi na prática clínica levou-me a criar um programa feito especialmente para ti. Prepara-te para conhecer o Eu+ , um novo projeto da Think Wise Studio, que vai além da aparência. O Eu+ é um programa completo e diversificado, pensado para te ajudar a florescer. Seja através de workshops dinâmicos, palestras inspiradoras, formações online e presenciais, materiais digitais, livros, serviços de consultoria de imagem, comunicação e7ou outros, temos as ferramentas certas para ti. E se fores um profissional de Psicologia, também temos recursos para te ajudar a guiar os teus clientes nesta jornada inspiradora e de autoconhecimento! Convidamos-te a fazer parte de algo especial, seja nos nossos programas online ou presenciais, em grupo ou individualmente. E para começar, que tal jun...

Psicoterapia: o desconforto que precede o alívio

Tomar a decisão de fazer Psicoterapia pode criar todo um alvoroço de sentimentos contraditórios: se por um lado subsiste a necessidade de procurar ajuda, por outro, manifestam-se receios face às incertezas. Ao escolher este caminho e mergulhar neste processo, poderá deparar-se com dúvidas, bloqueios e receios de partilhar a sua história com alguém que lhe é complemente desconhecido. Medo do julgamento, de não ser acolhido/a, de não existir uma solução para as dificuldades que vivencia – inúmeros são os pensamentos que podem surgir e sabotá-lo/a, podendo dificultar o processo de enfrentar e ultrapassar as suas adversidades. Embora a visão da sociedade tenha vindo a evoluir favoravelmente sobre o que é a Psicoterapia, e quais os seus benefícios, persistem ainda algumas lacunas, que contribuem para o impasse em assumir o compromisso e embarcar neste processo. A falta de informação ou até a distorção da mesma podem não só dificultar o agendamento de uma primeira consulta, como também cul...

Mudar de hábitos para viver com menos ansiedade

A ansiedade é frequentemente categorizada como uma emoção negativa, face ao desconforto da sua sintomatologia, mas é importante esclarecer que nenhuma das nossas emoções é negativa, todas elas cumprem uma função específica permitindo-nos viver e desenvolver-nos de forma saudável e segura. Podemos então dizer que a ansiedade é uma emoção normativa do ser humano, que pode ser experienciada em diversas situações e nos mais variados contextos, tendo como finalidade preparar-nos para lidar com situações desafiantes. Taquicardia, tensão muscular, náuseas, falta de ar, tonturas, preocupações e medos, dificuldades de concentração, oscilação do humor, alterações do sono e pensamentos negativos, são apenas alguns dos sintomas físicos e mentais produzidos pela ansiedade. Quando esta sintomatologia, aumenta em intensidade e frequência, pode comprometer negativamente as atividades do quotidiano, causando sofrimento emocional e/ou físico. Nestes casos, a procura de ajuda de um profissional de saúde,...

O valor terapêutico do Silêncio: pausas intencionais como estratégia para a promoção da Saúde Mental

Num mundo repleto de ruído – notificações constantes, excesso de informação nas redes sociais e a pressão para estar sempre ocupado(a) ou a alcançar objetivos – o silêncio pode parecer um luxo raro. Contudo, pausas intencionais de silêncio são uma ferramenta poderosa para cuidar da sua saúde mental. Neste artigo, exploro o que torna o silêncio tão transformador e partilhamos formas práticas de o incorporar no seu dia a dia. O silêncio, como ausência de ruído, proporciona vários benefícios ao nível do funcionamento psicológico e cognitivo: 1. Equilíbrio emocional e redução do stress : O silêncio diminui a sobrecarga sensorial e os níveis de cortisol, promovendo um estado de calma e ajudando a regular as emoções. 2. Melhoria da memória, atenção e criatividade : Sem distrações auditivas, o silêncio permite maior foco, estimula a consolidação da memória e aprendizagens, e favorece pensamentos criativos e soluções inovadoras. 3. Regeneração cerebral : O silêncio pode promover a neu...

O papel da literacia emocional na saúde Mental

Hoje em dia já se começa a ler ou ouvir a expressão “literacia emocional” com relativa frequência. Mas o que é, afinal? A literacia emocional é um conceito da Psicologia que se refere à capacidade de identificar, compreender, expressar e regular as emoções de forma saudável e eficaz. Desempenha um papel determinante no bem-estar psicológico, nas relações interpessoais e na capacidade de enfrentar os desafios da vida. Ao contrário do que muitos pensam, a literacia emocional vai além do simples reconhecimento das emoções: envolve a compreensão de como as emoções influenciam os pensamentos e comportamentos, bem como a capacidade de comunicar essas emoções de forma clara. Este conceito baseia-se em competências como: Perceção emocional: Identificar as próprias emoções e as emoções de outros. Compreensão emocional: Reconhecer as causas e consequências das emoções. Expressão emocional: Comunicar emoções de maneira apropriada. Regulação emocional: Gerir reações...