Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Luto

O papel dos animais de estimação nos processos de luto

  Desejar que vida seja meramente construída por momentos de conforto e felicidade é uma utopia – um sonho irrealista. Regular as nossas emoções em momentos desafiantes, como um luto, e aprender a gerir mudanças que estão fora do nosso controlo não é fácil, mas é necessário para viver com saúde e bem-estar. O luto é um processo normativo e adaptativo face à perda significativa de algo ou alguém, que todos nós já experienciámos ou iremos experienciar em algum momento da nossa vida. Este evidencia-se como um momento marcante para a pessoa enlutada, e embora algumas perdas sejam mais significativas que outras considerando o vínculo estabelecido, estas tendem a ser desafiadoras a nível emocional, cognitivo e comportamental, sendo a tristeza, a desorientação, a vontade de se isolar do mundo e as alterações do apetite e do sono alguns dos indícios comuns experienciados (Franco, 2008). O processo do luto não é vivenciado da mesma forma por todas as pessoas. Nesse sentido, é importante...

Luto Gestacional: a perda invisível de um(a) filho(a)

    Aprofundando a minha análise sobre o luto gestacional, dei por mim a refletir sobre o passar do tempo e como a conceção tem vindo a mudar no decorrer do mesmo. Investigando sobre o tema, deparei-me que não só na Europa, como também em Portugal, tem vindo a evidenciar-se um declínio na fecundidade – diminuição do limiar de reprodução – e embora noutrora as condições e os recursos de vida fossem mais escassos, a taxa de natalidade era mais alta do que na atualidade. No final do século XX registou-se na Europa um decréscimo significativo face ao número de filhos concebidos, sendo este agravamento acentuado pelo fator tempo, e idade tardia dos progenitores terem filhos. Em 2012, Portugal registou pela primeira vez um Índice Sintético de Fecundidade com um limiar muito baixo e, devido aos poucos nascimentos, a estrutura populacional mostrou-se consequentemente envelhecida (Mendes et al. 2016). Muitas mulheres partilham o sonho de serem mães, e outras nem sequer equacionam t...