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Apoiar alguém com uma doença mental - Um artigo dirigido a cuidadores informais

  Apoiar alguém com uma doença mental - Um artigo dirigido a cuidadores informais As pessoas com doença mental nem sempre precisam de ter um cuidador e as que têm, poderão não ter um cuidador de forma permanente. Muitas conseguem viver de forma autónoma, estudar, trabalhar e tomar decisões sobre a sua própria vida, especialmente quando têm acompanhamento adequado e apoio pontual.  A ideia de que uma doença mental implica incapacidade total é um estigma que não corresponde à realidade. Cada pessoa é diferente, e o nível de apoio necessário varia consoante a doença, a fase em que se encontra e os recursos disponíveis.  Por isso, mais do que “cuidar”, apoiar significa respeitar a autonomia, promover a independência e estar presente quando for preciso . Sou cuidador(a). Como posso apoiar alguém com uma doença mental? Caso seja o/a cuidador/a, cuidar de alguém com doença mental pode afetar profundamente a sua vida. É normal sentir emoções como: medo, confusão, culpa, frustraçã...

Desafios emocionais no Natal: Como proteger a sua saúde mental

  Desafios emocionais no Natal: Como proteger a sua saúde mental Como o stress se manifesta durante as festividades Embora a época festiva do Natal e Ano Novo seja frequentemente retratada como um período de alegria e união, para muitas pessoas representa uma fonte significativa de stress adicional. As exigências acumuladas podem transformar estas semanas em algo esgotante, em vez de reparador. O stress festivo pode surgir de formas variadas, afetando tanto o corpo como a mente.  Nem todos o sentem da mesma forma ou com a mesma duração : para alguns, concentra-se na semana frenética antes do Natal; para outros, estende-se por toda a temporada de festas.  O stress durante as festas manifesta-se frequentemente através de sintomas emocionais como: Irritabilidade e impaciência com os outros; Preocupação constante ou ansiedade; Apreensão e uma sensação de "dread" (temor) perante os eventos próximos. Além disso, também se revela muitas vezes através de sintomas físicos , com ...

Avaliação Psicológica em Orientação Vocacional: mitos e verdades

                O 9.º ano é uma etapa decisiva no percurso escolar, pois é nesta fase, mais concretamente no final desse ano letivo, que se escolhe a área de estudos para os três anos seguintes. A escolha de uma área de estudo ou curso pode gerar dúvidas, incertezas e muita angústia. A avaliação psicológica em orientação vocacional é uma ferramenta muito útil que pode apoiar os adolescentes e jovens neste processo. No entanto, persistem vários mitos em torno desta avaliação, que podem criar expectativas irrealistas ou até mesmo resistências quanto à sua utilidade. Neste artigo, convido-te a conhecer e a desconstruir alguns mitos sobre a avaliação vocacional. Avaliação psicológica em Orientação Vocacional – o que é? A avaliação psicológica em orientação vocacional é um processo de avaliação estruturado e colaborativo que visa promover o autoconhecimento e apoiar a tomada de decisões académicas e profissionais de forma consciente, informada e a...

Luto Gestacional: a perda invisível de um(a) filho(a)

    Aprofundando a minha análise sobre o luto gestacional, dei por mim a refletir sobre o passar do tempo e como a conceção tem vindo a mudar no decorrer do mesmo. Investigando sobre o tema, deparei-me que não só na Europa, como também em Portugal, tem vindo a evidenciar-se um declínio na fecundidade – diminuição do limiar de reprodução – e embora noutrora as condições e os recursos de vida fossem mais escassos, a taxa de natalidade era mais alta do que na atualidade. No final do século XX registou-se na Europa um decréscimo significativo face ao número de filhos concebidos, sendo este agravamento acentuado pelo fator tempo, e idade tardia dos progenitores terem filhos. Em 2012, Portugal registou pela primeira vez um Índice Sintético de Fecundidade com um limiar muito baixo e, devido aos poucos nascimentos, a estrutura populacional mostrou-se consequentemente envelhecida (Mendes et al. 2016). Muitas mulheres partilham o sonho de serem mães, e outras nem sequer equacionam t...