É comum que, perante emoções difíceis, tentemos imediatamente compreender o que nos leva àquele estado – tendemos a procurar explicações, a analisar cenários, a antecipar consequências e a procurar soluções. Quando se está triste, pergunta-se porquê. Quando se está ansioso, tenta-se conter ou controlar as situações e as respostas do corpo. Quando se sente magoado, procura-se justificações para o comportamento dos outros. Vivemos numa cultura que valoriza a racionalidade, a produtividade e o autocontrolo. Ser "forte", "aguentar" ou "seguir em frente" é frequentemente visto como um sinal de maturidade. Talvez um dos mitos mais difíceis de desafiar seja a ideia de que “mostrar emoções nos torna frágeis”. Crescemos em contextos onde as emoções não eram necessariamente proibidas, mas também não eram plenamente acolhidas. Frases como "não chores", "não é motivo para estares assim", "tens de ser forte", “já passou” ou "há qu...